quinta-feira, 6 de outubro de 2011

De baixo da nuvem

Há algumas semanas fui surpreendida com uma história antiga, muito conhecida, que fala sobre a nuvem que acompanhava a Tenda Sagrada e guiava o povo de Deus no deserto. Parece tão simples, tão normal, principalmente se você, como eu, cresceu ouvindo essas histórias ‘doidas’ sobre as coisas que Deus fazia no passado.

Ao refletir hoje, não vejo nada de simples, e sim fico extasiada com a grandeza e o amor de Deus por aquele povo ‘murmurento’ e duro de coração. A nuvem era um sinal visível da presença de Deus. Sua glória era quase que palpável! Bastava olhar para cima e segui-la. A Palavra diz: “Às vezes a nuvem ficava poucos dias sobre a Tenda; assim, conforme a ordem do Senhor, eles continuavam acampados ou começavam a caminhar”. Números 9,20

Pois é, mas não nos enganemos. É fácil julgar. Como seria viver montando e desmontando nossa casa, simplesmente porque uma nuvem me diz pra fazer? Quando tudo parece tranqüilo e seguro, lá vai ela de novo... Pra onde? Por quê? Como assim?

Deus é Deus. Totalmente confiável. Então porque duvidamos? Porque questionamos? Essa passagem me faz lembrar João 3,8: “O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito”.
Hoje não podemos ver a nuvem, mas somos Casa de Deus, habitação do Seu Espírito. Por isso quero estar pronta para me mover com o seu santo sopro. Sem questionar. Não quero me acomodar, mas simplesmente estar pronta para me mover com a sua glória.

“Mudar de um lugar para o outro não é fácil. Envolve retirar as estacas, empacotar as coisas e diminuir a carga. Mas o que quer que você precise fazer para levantar-se e seguir a nuvem de glória que está indo em frente, faça... Não perca o que Deus está fazendo somente porque você desenvolveu algum afeto pelas coisas ao seu redor. Não se apegue tanto as coisas desse mundo, mas esteja pronto para mover-se com a nuvem num piscar de olhos”. Ruth Heflin

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