quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ele age por meio de TODOS!

"E há somente um Deus e Pai de todos, que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos." Efésios 4,6

Sonho com uma igreja que crê nisso e vive de acordo com isso.

Creio que a medida que vamos tomando consciência e se apropriando dessas verdades as coisas vão ficando diferentes. Minha relação com Deus, meus relacionamentos com as pessoas e, até mesmo, a forma como eu me vejo. Se Ele age através de mim... Opa! É isso que eu quero! Chega de "mim"! Vem sobre mim...

Senhor, abre os meus olhos para que eu consiga vê-Lo em tudo e em TODOS!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O que há de positivo?

Esses dias comprei um livreto com o título: "101 ideias de como paparicar seu marido". Pensei que seria algo divertido. Mas confesso que esqueci dele no meio da pilha de livros que está do lado da minha cama. Li apenas a primeira dica que diz o seguinte: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gn 1,27. Como casal vocês refletem a imagem de Deus... A nossa 'incompatibilidade' (opostos se atraem!) é o que fortalece nosso lar! Que tal observar hoje com bons olhos (em vez de reclamar), como seu marido é diferente de você e, mesmo assim, complementa sua vida?"

Li e esqueci. Mas não completamente.

Essa madrugada estava conversando com Deus e, li um trecho da Bíblia que conta a história de quando Moisés enviou 12 homens para espionar a terra prometida. É incrível, porque o povo estava perambulando pelo deserto, na esperança de ter uma terra, a terra prometida por Deus. Mas quando aqueles homens voltam para relatar o que tinham visto, as notícias não eram nada boas. Eles fixaram os olhos nas coisas ruins que a terra tinha, contaram como seria difícil morar lá, e tomar posse dela. Então o povo se desesperou, começou a reclamar, murmurar, gritar, chorar. Falsas notícias se espalharam entre os israelitas... Leia Números 13.

Mas espera um pouco! Aquela era a terra que Deus havia prometido, o que eles estavam dizendo, o que estavam fazendo? Como entender esse povo?

Até parece que eu nunca fiz a mesma coisa. Quantas vezes desejei muito algo, meu marido, minha casa, meu filho, meu trabalho... E o meu coração sabe que tudo foi presente de Deus. Só que o que eu tenho feito é reclamar e murmurar. Aquele povo não entrou na Terra. Com excessão dos 2 espias que trouxeram um bom relatório: Josué e Calebe.

É muito raro entrarmos em uma conversa sem que em nenhum momento surja uma palavra negativa. É a chuva que não para, o caos no transito, problemas de família, fofocas de amigos. A lista é enorme!

Mas o que Deus me falou hoje é que preciso olhar para as coisas boas da vida. Preciso exaltar as qualidades do meu esposo, abençoar o meu filho, agradecer pelas bençãos quem vem até minha casa, louva-Lo pela minha igreja... Afinal essa foi a "terra" que Ele me deu!


"A terra que fomos espionar é muito boa mesmo. Se o Senhor Deus nos ajudar, ele fará com que entremos nela e nos dará aquela terra, uma terra boa e rica. Porém não sejam rebeldes contra o Senhor e não tenham medo..." Números 14,7-9a

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Seis Mil Mulheres

Nos últimos meses tenho buscado a Deus de forma especial e pedido que Ele derrame sobre mim um renovo, um reavivamento em minha vida, no meu relacionamento com Ele. Minha oração tem sido basicamente esta: “Quero mais de Ti Senhor, mais da Tua vida em mim.”

Sei que Deus escuta nossas orações, o clamor da nossa alma, e apesar das circunstâncias, das minhas batalhas diárias, posso afirmar com muita convicção que Ele tem respondido aos anseios do meu coração.

No último final de semana fui abençoada por poder participar, junto com minha mãe, de um Congresso de Mulheres em Belo Horizonte. Nos unimos a mais de 6 mil mulheres vindas de todo o Brasil e até de outras nações.

Ouvi alguns comentários negativos ao dizer que estive reunida com tanta mulherada. Você pode ficar assustado e até duvidar que exista alguma “ordem” em um ambiente assim. Logo imaginamos um lugar de confusão, falatório. Mas não foi nada disso que experimentamos. Pelo contrário, nos foi preparado um ambiente de muita liberdade, hospitalidade, amor e cuidado mútuo. Imaginem que no meio daquela multidão uma diaconisa, carinhosamente, viu nossa garrafinha de água vazia e perguntou: “Posso encher sua garrafinha?”

Ficamos perplexas e extasiadas com o amor de Deus por nós! Éramos tantas e ao mesmo tempo únicas aos olhos do nosso querido Pai. Seu Espírito passeou com ousadia em nosso meio. Em uma das ministrações percebi que a moça ao meu lado chorava sem parar. Toda a vez que a palavra “abuso” era proferida era como se ela recebesse um golpe. Antes que eu percebesse estava abraçada com ela. Apenas obedeci. Por um bom tempo intercedi e permaneci abraçada, segurando-a em meus braços. Nenhuma palavra foi trocada. Mas o Espírito de Deus se movia enquanto o nossas lágrimas se misturavam. Deus estava ali.

Foram três dias cheios de unção, testemunhos, curas e libertação, relacionamentos restaurados pela fé, muita oração, choro, clamor pela nossa nação, pelas mulheres de todo um mundo e muito, muito, muito LOUVOR.

Voltamos para nossas casas cheias e com o compromisso de multiplicar a Palavra e as bênçãos recebidas. Deus, mais uma vez, respondeu o clamor do meu coração. Fui renovada. Experimentei da Sua glória. Bebi do Seu rio... Obrigada meu Deus! (Gálatas 6,8)


Em Cristo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Não existe uma Igreja assim"

"Meu amigo Tony Campolo [...] se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é meu aniversário. Vou fazer 39 anos. [...] Nunca tive uma festa de aniversário em toda minha vida [...].
Quando saíram, Tony teve uma idéia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritaram: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. [...] Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.
Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor idéia de que Tony fosse um pregador e pastor. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era de uma igreja em que se dão festas de aniversario para prostitutas as 3:30 horas da madrugada.O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo”.


Extraído do Livro A Mensagem secreta de Jesus, de Brian McLaren

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ainda sobre o meu "sábado"...

Li este texto na semana passada e não resisti, aí está:

"Os Domingos Precisam de Feriados"

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…

Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ‘ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…

 Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

Rabino Nilton Bonder”