segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cesto de Roupa Suja

Há alguns dias o cesto de roupa suja tem me irritado. Nunca me incomodei por cuidar das roupas da nossa casa. Aliás, essa é uma tarefa que eu faço questão de fazer. Procurar o sabão e o amaciante mais cheirosos, separar as roupas por cores, escolher o ciclo de lavagem da máquina, e até a cor dos prendedores que vão para o varal! Acredite, gosto que sejam da mesma cor (mas isso seria assunto para um outro post).

Só que nos últimos dias essa atividade se tornou penosa. Olho para o cesto de roupas sujas e fico com raiva. É incrível, por mais que eu me dedique, ele vive cheio. Tem sempre roupa suja pra lavar. É uma tarefa que nunca acaba.

Hoje de manhã, estava separando as roupas para colocar na máquina e, de novo, veio aquela sensação esquisita. Porque isso agora? Resolvi levar a sério. Perguntei pra Deus: O Senhor tá tentando falar comigo?

"Bum". Claro! Eu sou o cesto de roupas sujas. Um trabalho sem fim. Todos os dias tem mais roupa suja. Quase sempre as mesmas. As vezes entra roupa nova. Mas todas, mais cedo ou mais tarde, acabarão dentro da máquina de lavar. Graças a Ele, que nunca desiste de mim.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A lista do dia

Praticamente não vivo sem uma lista. São as listas de compras do supermercado, de tarefas do trabalho, lista de coisas que faltam fazer na casa, etc. É papelzinho na bolsa, dentro da agenda, grudado na geladeira, e agora, nesse mundo tecnológico e virtual, tem as inúmeras "notas" no meu tablet.

Mas o mais gostoso de ter uma lista, depois de cria-la, claro, é poder riscar ítem por ítem. A medida que o dia vai passando, vou riscando. Quando não dá pra riscar tudo, outra coisa gostosa: passar a lista a limpo, criar uma nova, para um novo dia... E assim a vida segue.

É verdade, nem tento mais esconder, sou definitivamente uma pessoa voltada para tarefas. Tenho prazer em cumpri-las e não gosto nadinha quando não consigo faze-las. Chega a ser triste. Quanto mais medito no Novo Testamento, tenho certeza que se vivesse nos tempos que Jesus esteve, em carne e osso, entre nós faria parte do grupo dos fariseus - os religiosos mais certinhos daquela época.

Eu sou assim, é mais forte do que eu. Faz parte da minha personalidade. Costumo dizer que aaamo uma lista. Tendo a pensar que a vida seria muito mais fácil se alguém me desse uma lista pronta de regras e tarefas para cumprir. Indo mais profundo, isso tem a ver com a forma como acredito que as pessoas e o mundo me aceita. É como se eu precisasse fazer para ser.

Graças a Deus nem sempre consigo riscar todos os ítens das listas da minha vida. Aliás, parece que quanto mais o tempo passa, mais difícil vai ficando. As responsabilidades aumentam e o número de ítens das listas também. De novo, graças a Deus por isso!

"... mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo e estar unido com ele. Eu já não procuro mais ser aceito por Deus por causa da minha obediência à lei. Pois agora é por meio da minha em Cristo que eu sou aceito; essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé." Filipenses 3,8-9

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Difícil Decisão

A semana começou com um evento marcante.

Desde que me conheço por gente sou torcedora do Figueira, um time de futebol tradicional da minha cidade. Porém, por ironia do destino, me casei com um homem maravilhoso, mas que não é perfeito, é torcedor do Avaí, o time rival. Isso nunca foi problema para nós, e sim motivo de brincadeiras. Até o dia que o Theo nasceu. E agora? Pra qual time que nosso filho vai torcer?

Uma decisão racional e coerente foi feita assim que ele saiu da minha barriga: É ele quem escolherá. Portanto, se alguém der algum presente de algum time, ficará guardado até que ele tenha condições de decidir pra quem quer torcer. Ok. Combinado.

Combinado nada. A pressão é grande. Afinal, vivo num país ainda muuuito machista, onde é praticamente imposto que o menino torça para o time do Pai! As brincadeiras continuam... Hahaha!

Só que na semana passada, ao abrir a agenda da escola do Theo, fui supreendida pela primeira programação da "Semana da Criança". Segunda-feira: Tradicional sessão de cinema com Pipoca. Traje: Camiseta do time do CORAÇÃO (escrito assim, com letras maiúsculas).

E agora? O Theo tem apenas 1 ano, ainda não escolheu. E tadinho, todos os amiguinhos vão com a camiseta do time do CORAÇÃO, só que ele ainda não sabe qual é o time do seu coração - apesar de ter uma mãe figueirense, e de morar a poucos metros do Estádio Orlando Scarpelli, propriedade do Figueirense Futebol Clube.

Bom, o pai acha que ele não tem que vestir camiseta nenhuma. Mas a mãe tá com pena, não quer que o filho se sinta excluído na escolinha. O quê que ela faz? Acorda bem cedo, coloca o filhinho em cima da motoca e vai dar uma "volta" pelo bairro. Apesar das tentativas, não consegue encontrar uma camiseta do Flamengo, que seria uma boa opção, não ofenderia ninguém (da família)... Não, não foi possível. Então ela volta pra casa com a camiseta do time do Pai do garoto. Azul e branca.

É, tive que ceder as pressões, afinal, menino torce pro time do pai.

Gostaria de terminar esta trágica postagem pedindo perdão a todos os meus familiares figueirenses - com excessão do pai do Theo, da minha mãe, da tia Bugra e das cunhadinhas Priscila e Fabíola, únicos torcedores do Avaí - e a grande maioria dos nossos amigos, que também são do Figueira. Perdão. Foi mais forte do que eu.

Detalhe: Vamos torcer para que o Theo não sofra bullyng, pois é bem provável que ele seja o único avaiano da escola, localizada na nossa rua, a poucos metros do Estádio do Figueirense Futebol Clube.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

De baixo da nuvem

Há algumas semanas fui surpreendida com uma história antiga, muito conhecida, que fala sobre a nuvem que acompanhava a Tenda Sagrada e guiava o povo de Deus no deserto. Parece tão simples, tão normal, principalmente se você, como eu, cresceu ouvindo essas histórias ‘doidas’ sobre as coisas que Deus fazia no passado.

Ao refletir hoje, não vejo nada de simples, e sim fico extasiada com a grandeza e o amor de Deus por aquele povo ‘murmurento’ e duro de coração. A nuvem era um sinal visível da presença de Deus. Sua glória era quase que palpável! Bastava olhar para cima e segui-la. A Palavra diz: “Às vezes a nuvem ficava poucos dias sobre a Tenda; assim, conforme a ordem do Senhor, eles continuavam acampados ou começavam a caminhar”. Números 9,20

Pois é, mas não nos enganemos. É fácil julgar. Como seria viver montando e desmontando nossa casa, simplesmente porque uma nuvem me diz pra fazer? Quando tudo parece tranqüilo e seguro, lá vai ela de novo... Pra onde? Por quê? Como assim?

Deus é Deus. Totalmente confiável. Então porque duvidamos? Porque questionamos? Essa passagem me faz lembrar João 3,8: “O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito”.
Hoje não podemos ver a nuvem, mas somos Casa de Deus, habitação do Seu Espírito. Por isso quero estar pronta para me mover com o seu santo sopro. Sem questionar. Não quero me acomodar, mas simplesmente estar pronta para me mover com a sua glória.

“Mudar de um lugar para o outro não é fácil. Envolve retirar as estacas, empacotar as coisas e diminuir a carga. Mas o que quer que você precise fazer para levantar-se e seguir a nuvem de glória que está indo em frente, faça... Não perca o que Deus está fazendo somente porque você desenvolveu algum afeto pelas coisas ao seu redor. Não se apegue tanto as coisas desse mundo, mas esteja pronto para mover-se com a nuvem num piscar de olhos”. Ruth Heflin